shopping elDoraDo

dezembro 20, 2009

Hoje resolvi fazer um programa leve, sem riscos de dar errado: fui com meu irmão ao shopping ver Avatar. Quase 3 horas depois, saio do filme tranquila, caminhando e conversando banalidades a caminho do carro. Chegando em nossa vaga, percebo mais uma vez que fui inocente em achar que poderia algum dia me livrar dela. Um carro, com noção ZERO de civilidade e respeito ao próximo, resolveu parar o carro numa vaga para motos, que, justamente por ser para motos, era pequena demais e impedia que os carros próximos conseguissem sair. Após cerca de 15 minutos, após já termos mobilizado a equipe de segurança do shopping, pensado em riscar o carro e feito todos os tipos de manobra possível, eis que surge um gordinho sorridente com 2 garotas e 2 crianças pequenas. Eu poderia encerrar a história aqui, sem mostrar meu lado negro, mas vou apenas resumir as frações de minuto seguintes: fui tirar satisfação com o gordinho, que respondeu “relaxa, foi mal, mas fiquei só um pouquinho e não atrapalhei ninguém”. Aí sim fiquei puta. Vasculhei todo meu vocabulário de palavrões, que, por ser limitado, teve que ser repetido infinitas vezes, e discuti com o cara até perceber que, se eu não fosse embora, eu faria coisa pior. Entrei no carro e vim embora, não sem antes passar por uma série de barbeiros paulistanos. E tudo que consegui pensar no caminho de volta foi “imagine se eu tivesse ido no Shopping D.”

dezembro 12, 2009

Hoje é dia de celebração: é aniversário do Profeta. Tenham cuidado ao sair de casa.

o dia D

dezembro 11, 2009

Prefácio
Começou cedo. Pra ser mais exata, às 4h, com a Pri me ligando bêbada após sair da balada para dizer que estava atrás de um caminhão de chorume, o qual bloqueava o trânsito. Sonolenta, eu não dei muito valor ao aviso de minha amiga e, após alguns minutos de conversa, voltei a dormir. Mas a visão do chorume ainda antes do dia começar viria a fazer cada vez mais sentido ao longo do dia.

I Ato
Acordei mais 4x até dar a hora de ir pro trabalho. Saí correndo, dei carona pra uma amiga e parei o carro na rua. Cheguei no trabalho feliz com o curso de auto-maquiagem gratuito que eu faria dali a algumas horas na Natura. Quando fui procurar meu crachá, percebi que estava sem crachá, sem cartão e sem carteira de motorista. Como eu pegaria a estrada? Por sorte,  uma outra menina que iria comigo tinha carteira e poderia dirigir no meu lugar. Esperamos alguns minutos por outras duas garotas, atrasadas, e rumamos ao carro. O tempo de tirar o carro da vaga e andar 200m foi suficiente para meu diretor ligar solicitando uma reunião urgente para dali a 1 hora. Resultado? Adeus, curso de maquiagem.

II Ato
Os 200m suficientes para a ligação também foram suficientes para eu perder a vaga na rua. Tivemos que parar num estacionamento. Na volta ao escritório, enganchei minha blusa (uma das poucas que são novas) em uma placa de construção e fiz um pequeno rasgo na manga. De volta à minha cadeira, minha calça se prendeu na rodinha e também ganhou um furo de presente.

III Ato
Depois de 2 desligamentos brutos do meu computador, fazendo-me perder parte do trabalho já realizado, me dei conta de que havia esquecido, além da carteira, a bateria de meu computador em casa. Inconformada, voltei a trabalhar. Ou melhor, a tentar. Às 4h30 da tarde, após 5 reuniões no dia, uma delas envolvendo uma situação chata, tentei sentar na frente do computador para trabalhar. Obviamente, não consegui. A cada 15min o computador desligava por causa do mau contato na fonte e da ausência da bateria. Por volta de 18h, após perder meu trabalho pela 5a vez, resolvi ir embora.

IV Ato
Arrumei minhas coisas, me despedi e segui rumo ao meu carro. Até então, a imagem do caminhão de chorume na madrugada era apenas uma brincadeira sem nexo com os fatos. Até então. Na esquina do estacionamento onde havia parado, esperei o sinal fechar para atravessar a rua. Feito isso, coloquei meu pé direito no asfalto, despretensiosa, quando de repente, não mais que de repente, o pára-choques traseiro de um carro acertou em cheio meu joelho e meu braço direitos. Meu joelho virou, meus cartões caíram, me apoiei na outra perna. Voltei pra calçada, enquanto alguns xingavam o motorista. Um garoto de 20 e poucos anos que estava aparentemente estacionado e, ao ver o sinal fechado, resolveu dar ré para “pegar um atalho” para a Cardoso de Melo. Pena que a ré foi em cima de mim. Fiquei uns 10min sem conseguir apoiar a perna no chão, com o garoto me pedindo desculpas sem parar, até que a dor diminuiu e consegui seguir mancando. Peguei o telefone dele (sem segundas intenções) e segui para meu carro. No caminho até em casa, não sabia se ria ou se chorava, enquanto meu joelho ia ficando cada vez mais inchado e dolorido.

V Ato
Cheguei em casa roxa, com dores, com fome e cheia de trabalho pra fazer. Passei a noite inteira trabalhando, tomando remédio, fazendo gelo e sentindo dor. Ok, admito que levantei no meio da noite para comer um pedaço de panetone, o que me fez sentir uma dor lancinante a ponto de enxergar turvo. Recebi ordens médicas para ficar em casa. Não posso nem sair pra comer ou comprar remédio. Meu irmão está viajando e não consegui apresentar o planejamento que fiz durante a noite. Pra piorar, tomei bronca de alguns amigos que reclamam que falo demais da derrota. E agora, só agora, fazendo esse post, entendi que a ligação da Pri falando sobre o caminhão de chorume era um sinal.

Consequências da fama.

dezembro 11, 2009

Quarta-feira, cinco da tarde. Recebo uma ligação:

_Pati, derrota! A maior derrota do mundo!
_Nossa, o quê? Me conta!
_Derrota, amiga…seu irmão leu o blog.
_E daí?
_E daí que você escreveu um post falando sobre o dia em que saiu escondida com o carro dele e raspou na parede.
_Nossa…derrota…derrota demais! O que ele te falou? Você que passou o endereço pra ele?
_Não, né? Não sou burra!
_Vixi, será que eu que passei?
_Hahaha não duvido..
_Bom, o que ele falou?
_Ele tava todo feliz lendo, tipo “olha que legal essa história, nossa, olha essa, ahahaha e essa hahah e…ei…como assim? fdp! foi ela! fdp! E VOCÊ TAVA JUNTO!!” e virou pra mim. Daí eu ri, disse que não sabia de nada e saí pra te ligar hihi
_Rapaiz…pesou na minha, Pri! Ele ta puto?
_Acho que sim..ele ainda disse que ficou mó cara pensando onde teria riscado e que você tava junto e foi muito canalha, se fazendo toda de “nossa, que mundo cão”.
_He he he, eu fiz isso mesmo…pesou. Bom, vamos ver.

Chegando em casa, descubro que meu irmão tem twitter, me segue e descobriu o blog por lá. Por sorte, ele é muito compreensivo  :  )

(i)Phone

dezembro 9, 2009

Nada como sua mãe voltar de viagem e você descobrir que o iphone que ela te trouxe não tem a maçã da apple, não se chama iphone (e sim “phone”), tem o sistema operacional em chinês e tem uma canetinha daquelas insuportáveis para o touchscreen. Nada como ela ficar triste por isso. E nada como, no caminho de volta para ver essa preciosidade, descobrir que enfiaram um prego no seu pneu e ele está furado. Ainda bem que ganhei um trevo de 4 folhas pra plantar. Será que ele vai morrer?

Fail Birthday

dezembro 5, 2009

Volto a postar definitivamente. Pensem em todos os clichês religiosos possíveis, mas, de fato, eu ouvi o chamado e o bom filho à casa torna.
Meu aniversário. Resolvo planejar meu aniversário no exato dia do mesmo. Obviamente possibilidades de listas ou descontos são nulas.
Vejo algumas opções, várias festinhas e um bar de cougars….hum. D.
Vamos comer, voltamos para casa para o esquenta. Dodo vem com sua camisa velha conhecida de todos, a do Metrô com dizeres em húngaro  cujo significado ele se recusa a descobrir. Diego bebe no escuro, pois a luz de seu quarto acabou. E.
Escolhemos o Vegas, onde ia acontecer uma festa especial e talz. Fomos pra lá e antes de abrirem as portas a fila já dava 3 voltas. Nos dirigimos para a terceira convolução da fila sob chuva leve. R.
16, um amigo meu chega de carro para nos resgatar. Resolvemos desistir e me lembro de uma festa no CB com um cover de Ramones. Todos aprovam a idéia e nos dirigimos para lá depois de todos me baterem por não ter escolhido esse lugar em primeiro. R.
Chegamos, pegamos nova fila com chuva moderada, mas entramos. A banda era esforçada, todos trajados como Ramones originais, e tal qual os originais, as palavras eram incompreensíveis. Algumas garotas no recinto, sem muito jogo ou interação. Nisso encontramos uma amiga da faculdade com 3 amigas. hum…Estávamos em 4, elas estavam em 4…4+4= Little party. Mas a interação resulta infrutífera, principalmente depois que uma delas dispara que odeia essas músicas de louco e gosta mesmo é de sertanejo. Dodo e eu não titubeamos e retrucamos que isso é música de corno. 16, que vem de Goiânia, berço do sertanejo, concorda. A garota, revoltada, diz que a música toca seu coração. O.
Saímos e fomos comer no McDonald’s. Isso por si já mereceria um celebração da derrocta, se 16 ainda não fizesse o favor de derrubar seu refrigerante recém comprado sobre mim e Dodo. C.
Voltando de carro, paramos em um semáforo logo atrás de um carro prata que não se move após o sinal abrir. Ouço então alguém dizer: CARAL** VAI BATER! Minha cabeça bate violentamente contra o banco da frente quando um carro engaveta o carro em que estávamos. T.
Realizamos todo o ritual de acidentes de trânsito, trocamos telefones, anotamos placas, etc.  Os estragos não são pequenos:  nosso carro tem avarias dianteiras e traseiras, o outro nem dá partida. Tudo isso às 5h30 da manhã. Finalmente chegamos ao conforto de nossos lares, quando um de nossos vizinhos pede ajuda para dar tranco em seu carro cuja bateria descarregou. Chegando ao apartamento Diego me sugere que devo postar no blog da derrocta. Concordo, ligo meu computador e (sempre há espaço para uma última derrotinha) ele não liga. A.

16 e a carruagem da Derrota

A camiseta maldita (e a pança de Dodo).

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.